segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Papa não é pop

     Assistindo ao canal americano CNN, hoje à tarde, fiquei sabendo que o Papa Bento XVI renunciou ao cargo. De acordo com a televisão, ele deverá deixar o papado no dia 28 de fevereiro. Essa notícia pegou não apenas o mundo, como o próprio Vaticano de surpresa, de acordo com o porta-voz do chefe da Igreja Católica.
     Um Papa abdicar de seu posto não é novidade na história da Igreja, mas a última vez que isso aconteceu foi em 1415. Entre o fim do século XIV e início do século XV a Igreja Católica enfrentava o que ficou conhecido como Cisma do Ocidente (ou Grande Cisma - 1378 - 1417). Entre 1303 e 1377 a sede do papado não era em Roma, mas em Avignon, na França. O Papa Gregório XI deixou Avignon e reestabeleceu a sede em Roma. Quando da sua morte, Urbano VI tomou posse mas não agradou ao Conselho dos Cardeais e se recusou a restaurar a sede em Avignon. Os cardeais italianos então fizeram uma campanha contra sua escolha e, em conclave, elegeram Clemente VII. Este ficou conhecido como o Antipapa, e se instalou em Avignon. E, assim, começou o cisma.
     A "confusão" dentro da Igreja continuaria por mais 39 anos e chegaria ao ponto da co-existência de três Papas. Ao ser eleito, em 1406, Gregório XII (sucessor de Inocêncio VII, cuja sede ficava em Roma) estava disposto a acabar com o problema do cisma e chegou a dizer que abdicaria do papado caso isso significasse paz definitiva dentro da Igreja. Mas ele precisou enfrentar muitas dificuldades para que essa paz fosse alcançada. Durante o Concílio de Constança (em 1414) Gregório XII foi considerado de fato o único Papa, os outros dois Antipapas, João XXIII e Bento XIII, foram depostos. Foi durante o Concílio que Gregório XII entregou, através de seu amigo Carlo Malatesta, sua abdicação à assembléia que a acatou. O Concílio então elegeu, em 1417, Martinho V, reestabelecendo assim a unidade da Igreja e acabando com o cisma.
     Desde sua eleição, em 2005, Bento XVI não teve a mesma receptividade entre católicos, ou não, como seu antecessor João Paulo II. E, segundo alguns, ele seria o último Papa de acordo com as previsões de Nostradamus. Sabe-se que essas previsões têm inúmeras interpretações e os amantes da "teoria da conspiração" estão sempre prontos a aceitá-las sejam quais forem. Mas não deixo de pensar que é, no mínimo, curioso o Papa anunciar sua renúncia em plena segunda de Carnaval. Talvez os deuses pagãos estejam sorrindo em algum lugar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pés no chão?

     Outro dia tive um sonho interessante. Uma bactéria (ou vírus, sei lá) estava atacando as pessoas e elas iam perdendo pedaços inteiros do corpo e continuavam vivas até que o corpo se despedaçasse totalemente. E todos tínhamos que tentar não encostar no chão. Não adiantava subir em árvores, ou nada que tivesse contato com o chão, então, o jeito era achar uma maneira de ficar flutuando por aí. No meu sonho, era uma bicicleta (olha que não assisto E.T. há anos!) que precisávamos pedalar loucamente pra que ela não saísse do ar. Na bicicleta estávamos meu pai, eu e um monte de pessoas desconhecidas. Lembro de pensar que minha mãe estava a salvo em algum lugar. Olhando lá de cima para a terra, via-se pedaços de pessoas espalhados por todo canto. Nojento!
     Contei esse sonho pra minha mãe. A interpretação dele por ela foi muito interessante. Como é bom ter uma astróloga genial na família! Ela me deu duas interpretações que fizeram bastante sentido. A primeira, a interpretação do sonho como uma visão coletiva da humanidade, achei que bem cabia ao momento atual do mundo com tantas mudanças acontecendo (concretas e de mentalidades). Parece mesmo que estamos perdendo pedaços nossos pelo caminho, mas, a meu ver, essas perdas são necessárias para o surgimento de novas formas de lidar com o próximo e com o planeta. Mas a segunda interpretação, a individual, foi a que mais ficou rodando na minha cabeça. Ela me disse que talvez eu não queira colocar os pés no chão porque senão terei que perder partes minhas, e meu pai me ajuda a ficar flutuando sem pousar.
     Fiquei pensando bastante sobre essa segunda interpretação e nunca imaginei que alguém, um dia, me diria que eu não coloco nunca os pés no chão. Se um leão-áries-câncer não coloca os pés no chão, o que dizer de alguém ar-ar-ar??? Eu sei que não sou a pessoa mais "aterrada" do mundo, mas também não sou a mais voadora. Mas o mais importante: o que significa colocar os pés no chão? Significaria ficar na mesma cidade por toda a vida, trabalhando em qualquer coisa que não dê o mínimo prazer só para pagar contas? Ou não tentar realizar nenhum dos nossos sonhos porque sonhos são hetéreos e não concretos? Mas não devemos tentar realizá-los? Ou seria não aceitar desafios, não correr riscos, viver em linha reta?
     Crescemos ouvindo que devemos sonhar e ir atrás dos nossos sonhos, bem como ouvir nosso coração. E foi isso que fiz minha vida inteira: ir atrás dos meus sonhos, tentar realizá-los, e ouvir meu coração. Sempre acreditei que todos deveriam fazer isso, e continua acreditando que, se a humanidade realmente seguisse seu coração, o mundo seria um lugar bem mais agradável.
     Continuo pensando no assunto e não consigo chegar à uma conclusão. Então, o que realmente significa "colocar os pés no chão"?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um pouco de História

     O que é Berlim senão a história contemporânea viva e latente? Que outra cidade do mundo possui uma história recente tão complexa e, mais ainda, tão famosa? Um dia desses fui dar uma passeadinha por aí e ver algumas coisas que turistas, normalmente, passam direto.

     Nesse local funcionou o que ficou conhecido como "Aktion T4", ou "Ação T4" em português. De 1939 a 1941 os nazistas levaram adiante o projeto que ficou conhecido por esse nome. A maioria das vítimas - homens, mulheres e crianças - eram pessoas com deficiência mental ou física que, sob a perspecitiva de uma raça pura e de uma nação saudável (ideologias do Nacional Socialismo) eram consideradas inaptas para viver. Após as "avaliações" dos pacientes, que incluíam a qual "raça" estes pertenciam, aqueles julgados incapazes de trabalhar eram enviados para um dos seis centros da Aktion T4: Bernburg, Brandenburg, Grafeneck, Hadamar, Hartheim e Pirna-Sonnenstein onde eram assassinados. A Ação T4 foi a única iniciativa nazista que conheceu o protesto públicos em larga escala e por isso foi abandonada, mas então, mais de 70 mil pessoas já haviam sido mortas, entre elas "desajustados sociais", delinquentes e homossexuais. Mais tarde descobriu-se que, embora oficialmente extinta, a Ação T4 foi levada adiante em outros locais, como campos de extermínio. Mais de 200 mil pessoas foram assassinadas pela Ação T4 e outros programas de "eutanásia" do Terceiro Reich. O nome "T4" refere-se ao endereço da casa que sediava a Ação: Tiergartenstrasse 4. Hoje a casa não existe mais e essa área é ocupada pelo Kultuforum e a Filarmônica de Berlim.



Monumento a Johann Georg Elser

  Johann Georg Elser nasceu em 1903, em Hermaringen, Alemanha, e passou parte de sua adolescência durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1938 a Alemanha parecia novamente caminhar em direção à guerra e Elser ficou apreensivo que isso pudesse acontecer. Embora Hitler, então, proclamasse a paz, Elser não acreditava nele e acreditava que era necessário remover os líderes nazistas do poder através do assassinato destes.
    Para descobrir como fazê-lo, Elser viajou para Munique, em 8 de novembro de 1938, para participar do discurso anual que Hitler fazia no dia do aniversário da sua frustrada tentativa de tomada de poder em 1923. Georg Elser percebeu que o evento não possuia uma segurança eficiente, o que facilitaria suas idéias. Nessa mesma noite ele presenciou, também, a explosão de violência contra os judeus que ficou conhecida como "Noite dos Cristais". Essa foi a gota d'água que faltava para que ele se convencesse de que uma liderança capaz de incitar tal violência levaria o país à guerra e que apenas a morte de Hitler evitaria isso. Elser escolheu, então, o mesmo evento no ano seguinte para realizar seu plano: assassinar Hitler explodindo uma bomba durante seu discurso na Bürgerbräukeller.
     Algumas semanas antes do discurso de aniversário Elser viajou para Munique. Por mais de um mês ele frequentou o local, ficou amigo dos garçons e conseguiu uma maneira de ali permanecer mesmo depois do horário de serviço. Durante esse período ele conseguiu fazer um buraco na pilastra atrás do pulpito e colocou a bomba ali.
     Devido ao início da guerra Hitler decidiu cancelar o discurso, mas depois voltou atrás contanto que estivesse de volta em Berlim na mesma noite. Ele costumava discursar das 20:30 às 22:00, mas naquele dia, devido à neblina, os aviões não podiam decolar e o "Führer" precisou retornar à Berlim de trem, fazendo com que precisasse encurtar seu discurso. Assim, Hitler deixou a Bürgerbräukeller 13 minutos antes da bomba de Elser explodir.
      Georg Elser tentou fugir para a Suíça e foi detido pela polícia de imigração. Embora os policiais não desconfiassem que ele estivesse envolvido no atentado, após encontrarem cartões postais da cervejaria em seu casaco ele foi associado à explosão e, então, enviado para Munique. Na capital da Baviera Elser foi interrogado pela Gestapo, mas permaneceu em silêncio e negou qualquer envolvimento na explosão. Garçons identificaram Elser como frequentador assíduo do local e, mais tarde, ele acabou confessando. Após sua confição, Elser foi transferido para o quartel-general da Gestapo, em Berlim, onde foi torturado. O líder da SS, Heinrich Himmler, não conseguia acreditar que um homem simples, com pouca instrução, fosse capaz de quase assassinar Hitler sem ter cúmplices. Elser foi enviado ao campo de Sachsenhausen (em Berlim) e depois para Dachau (próximo à Munique) onde foi morto em 1945. Anos mais tarde foi confirmado que Elser arquitetou tudo sozinho, sem ajuda de ninguém.

"Ich habe der Krieg verhindern wollen."
("Eu queria evitar a guerra.")
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ano Novo

     Há alguns dias a professora nos contou que os alemães adoram fogos de artifício. Realmente, algumas semanas antes do Natal vários cartazes de vendas dos tais fogos começaram a proliferar pela cidade. Em cores extravagantes, dos mais diversos formatos, pendurados em árvores e sacadas, lá estavam eles avisando que, naquele local, era possível comprar Feuerwerk. Mas nada me preparou para o que vi pelas ruas.
Foto retirada de http://blog.housetrip.com/new-years-eve-in-europe/
     A "fogueteação" começou às 19hs. Claro que não com tanta intensidade, mas o barulho estava lá, constante até a meia-noite. Decidi não ir para lugares onde a multidão estaria, como o Portão de Brandemburgo ou a Alexanderplatz, mas ficar em casa. No que o relógio virou o último minuto, bem nessa hora, saí para encontrar uma amiga na praça que fica há três quadras da minha casa. Nunca havia sentido medo nas ruas da cidade, mas hoje, me assustei até não poder mais. As ruas parecem um campo de guerra. Você pisa em cartuchos e caixas de fogos a cada passo. Absolutamente todo mundo vai para a calçada e solta seu arsenal particular. E não são "estalinhos", são realmente fogos de artifício daqueles que estouram no céu colorindo tudo e fazendo sons estranhos. São famílias inteiras, grupos de amigos, pessoas sozinhas: todos com suas bombinhas. Não se consegue dar um passo sem levar um susto, sem ter que se proteger de algum fogo vindo na sua direção, e sem pensar que sua audição nunca mais será a mesma. Lágrimas escorrem dos olhos com a quantidade de fumaça que enche as ruas. E se você pensa que isso dura uns 10 minutinhos, está muito enganado! A "fogueteação" braba dura 1 hora!!!!!!!! (Contado no relógio! Sério!)

     A volta para casa foi complicada, pois não sabia se deveria andar pela calçada ou no meio da rua, não sabia de que direção me proteger porque, durante toda a caminhada, me via cercada de fogos vindo de todos os lados. Cheguei em casa com os ombros nas orelhas e os olhos arregalados. Nunca pensei em ver Berlim sob uma nuvem cinza de fumaça e estouros sem fim. Já não sou muito fã do ano novo desde criança, mas nunca tive uma sensação tão estranha quanto hoje. Não sei se é o peso da história da cidade, mas à noite, no meio da fumaça, com cacos de vidro, cartuchos e caixas de fogos, sujeira para todo lado, parecia que uma luta tinha acontecido por aqui. Fiquei com uma sensação pesada. Prometi que voltaria para encontrar o pessoal num bar, mas acho que a coragem ficou no bolso.

* Esse vídeo é da virada de 2011/2012 e não foi filmado no meu bairro, mas é assim pela cidade toda. Acho que dá pra ter uma noção do caos. (Deixem chegar aos 40 segundos para ver as ruas.) Fogos de Ano Novo em Berlim (2011/2012)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Expectativas

     O que faz com que uma pessoa sinta orgulho de outra?
     Faz algum tempo que certos pensamentos andam rondando a minha mente. Não sei se bons ou ruins, construtivos ou destrutivos, ou se apenas dúvidas normais de qualquer ser humano. Já que ninguém fala sobre isso, como saber?
    Desde que nascemos temos uma expectativa gerada em cima de nós e, conforme crescemos, criamos nossas próprias expectativas (sobre nossas vidas e sobre outras pessoas) e tentamos superá-las ou, ao menos, satisfazê-las. Algumas pessoas parecem não ter vida própria e seguem todo o manual de instruções que receberam de seus pais desde seu nascimento sem nunca expressar suas próprias vontades e desejos. Alguns até confundem essas expectativas externas com seus desejos íntimos. Outros vivem para não cumprir nada daquilo que lhes foi planejado, vivem para desafiar tais expectativas. E outros, acredito que a maioria, vivem meio lá e meio cá tentando satisfazer as expectativas e sonhos alheios e próprios. Esses últimos, coitados, penam.
     Acho que me encaixo no último grupo. Sei que, como todos os pais e mães da Terra, os meus também criaram suas respectivas expectativas em cima de mim sobre o tipo de vida que eu teria, a carreira que escolheria, etc. Sinceramente, acho que frustrei todas. Há dentro de mim dois seres diferentes que brigam e não parecem se entender. Um gostaria de viver nos anos 50 e apenas cuidar da casa e dos filhos, seguir aquilo que a sociedade espera e encontrar a felicidade nas coisas simples trazidas pelo manual de instruções sociais. O outro tem horror às coisas simples demais, não consegue se satisfazer com pouco, não segue várias regras impostas pela sociedade e nunca faz o que se espera dele. Viver com essa dicotomia dentro é complicado. Bem complicado.
     Meu lado tradicional adora cozinhar (de preferência coisas doces, difíceis e belas, como de confeitaria), bordar, cuidar da casa, acha lindo romance tradicional daqueles de receber flores e chocolates, casas com jardim onde crianças e gatinhos brincam no quintal, famílias e comemorações de Natal com tudo que tem direito. O outro lado é mais impaciente, não consegue trabalhar ou fazer nada que não proporcione o mínimo de prazer, não acha seu lugar no mundo, vai para onde o vento soprar, não se encaixa na definição social de família, não se encaixa em nada daquilo que é esperado de uma pessoa do sexo feminino com exceção do gosto por maquiagem, vestidos e saltos.
     Na verdade, ambos os lados adorariam ter um trabalho que desse uma boa renda e que fosse agradável; ambos gostariam de ter uma casa com gatinhos e crianças correndo no quintal. Mas a realidade às vezes bate e me pergunto o que será que meus pais pensam de mim? Ao que tudo indica eu não sou um exemplo de filha. Não sou daquelas que dão orgulho aos pais: não casei, não tenho filhos, não me sustento (não chego nem perto disso!), não encontro meu lugar no mundo, tenho menos rumo hoje do que tinha na adolescência e muito mais frustrações, não consigo realizar nenhum dos meus sonhos mais importantes, já passei dos 30 e não tenho a mínima perspectiva de conseguir realizar o mais simples dos meus sonhos: uma casinha com jardim e uma pequerrucha a tiracolo. Fico imaginando o que eles devem pensar e sentir... Queria enche-los de felicidade, cumprir pelo menos alguns dos sonhos deles, ser motivo de orgulho, mas não sei ser de outra forma.
     Às vezes acho que nado contra a correnteza, outras que a correnteza me leva sem que eu tenha nenhum controle sobre a direção. Cada ano que passa é mais um peso sobre os ombros, mais cobrança interna e mais frustração. Dizem que a vida tem um plano pra nós e não adianta ir contra ele. Será? Que plano será esse que até agora não parece se mostrar? E mais expectativa se cria, dessa vez sobre a vida.
     Difícil questão essa das expectativas.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal na sua própria companhia

     Quem me conhece sabe que eu adoro o Natal tradicional, ou seja, aquele com a casa toda decorada (como nos filmes!), delícias especiais feitas para a ocasião, pinheirinho enfeitado, "Noite Feliz" como trilha sonora, presentes abertos à meia-noite, etc. Tudo conforme manda o figurino. Ainda sonho com um Natal desses e, de preferência, com a paisagem branquinha do lado de fora da janela enquanto todos estão aquecidos dentro. Isso aí mesmo que você deve estar pensando: Natal cinematográfico. E qual o problema em gostar e querer um assim?
     Esse foi meu primeiro Natal longe da minha família e amigos. Em 35 anos de vida, nunca antes havia passado o feriado longe da minha mãe. Confesso que a saudade encheu o coração nesse dia 24, mas também que não foi um Natal ruim. Quem imagina que esse teria sido um dia solitário, sinto dizer, se enganou. Não é por estar longe que vou deixar de comemorar uma data que gosto tanto. Decorei a casa, inventei um pinheirinho, coloquei luzinhas nas janelas, cozinhei coisinhas especiais (e típicas, no caso da Eggnog), e coloquei comidinha especial para a "ceia" dos filhotes. Por volta das 21:30 fiz minha ceia, sempre acompanhada pelo ronronar de duas bolinhas de pelo adormecidas. Assisti uma comédia romântica (claro!), dei boas risadas. Depois, acendi as velinhas na janela e desejei felicidade e paz para o mundo todo. Pouco antes da meia-noite, coloquei os presentes em cima do tapete e sentei em frente a eles. Comecei a cantar "Noite Feliz" pensando em cada um dos meus queridos lá do outro lado do Atlântico. Nessa hora, o Petruchio e a Sophia acordaram, vieram para o meu lado e ficaram me observando. Terminei a música, desejei feliz Natal pra eles e pra todo mundo nos meus pensamentos e abri os presentinhos que esperavam há dias por esse momento.
     Assisti mais um filminho leve e fofo pra aquecer ainda mais o coração e me preparei pra dormir. Apaguei as velinhas, não sem antes a Sophia queimar os bigodes tentando cheirá-las, e mais uma vez mandei um abraço pra todo mundo que mora no meu coração e fui dormir.
     Meu primeiro Natal com os filhotes e longe do pessoal foi tranquilo, cheio de boas energias, paz e uma imensa sensação de amor recebida e emanada. Foi um belo Natal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

E-mails... Quem nunca?

     Hoje eu iria escrever sobre os mercados natalinos da Alemanha, mas recebi um e-mail que achei valer a pena ser copiado aqui.
     Quem não está cansado de receber aquelas correntes infelizes que dizem que se você não reenviá-la a sabe-se lá quantos amigos, seus desejos não serão realizados ou algo terrível irá lhe acontecer? Quem nunca recebeu vários pps sobre bactérias, vírus e afins. E-mails esses que só ajudam a deixar os impressionáveis mais impressionados e os hipocondríacos mais nervosos? E aqueles e-mails de santinhos, anjinhos, fadinhas e outros seres etéreos?
   Então, para todos que compartilham comigo desse sentimento, copio aqui o último e-mail que recebi. Afinal, quem nunca?

"Eu não abro mais a porta do banheiro sem usar uma toalha de papel nas mãos; não bebo mais refrigerante com rodelas de limão ou laranja sem me preocupar com as milhares de bactérias na casca;

Eu não consigo mais usar o controle remoto
em quartos de hotel porque não sei o que a última pessoa estava fazendo enquanto navegava nos canais adultos;

Eu tenho dificuldade em apertar a mão de alguém
que estava dirigindo porque o passatempo predileto de alguém dirigindo é escarafunchar o nariz;

Eu não consigo pegar numa bolsa de mulher
com medo que ela a tenha colocado no chão de um banheiro público;

Eu tenho que mandar um agradecimento especial
para quem me mandou uma mensagem falando do cocô de rato na cola de envelopes porque agora eu uso uma esponja úmida para cada envelope que precisa ser selado.. Pela mesma razão, escovo vigorosamente cada latinha antes de abri-la;

Eu não tenho mais economias
porque dei para uma menina doente (Penny Brown) que está para morrer pela 1.387.258 vez.

Eu não tenho mais dinheiro
, mas isto vai mudar quando eu receber os 15.000 dólares que o Bill Gates/Microsoft e AOL vão me mandar por participar no programa especial de e-mail.

Eu não me preocupo mais com minha alma
porque eu tenho 363.214 anjos olhando por mim, e a novena de Santa Theresa atendeu a todos os meus desejos.

Eu não posso mais beber um drink
num bar porque posso acordar numa banheira cheia de gelo sem meus rins.

Eu não posso mais usar desodorantes,
cancerígenos, mesmo fedendo como um búfalo num dia quente.

GRAÇAS A VOCÊS
aprendi que minhas preces só serão atendidas se eu enviar um email para 7 dos meus amigos e fizer um desejo em 5 minutos.

GRAÇAS À SUA PREOCUPAÇÃO
eu não bebo mais Coca Cola porque ela é capaz de remover manchas em privadas.

Eu não abasteço mais o carro
sem ter alguém vigiando o carro para que um serial killer não entre no banco de trás enquanto eu estou abastecendo.

Eu não bebo mais Pepsi ou Fanta
porque as pessoas que produzem esses produtos são ateístas e se recusaram a colocar nas latinhas "Feito por Deus".

E OBRIGADO POR ME AVISAR
que eu não posso esquentar um copo de água no micro-ondas porque pode estourar na minha cara.... e me desfigurar para a vida inteira.

Eu não vou mais ao cinema
porque me disseram que eu posso ser picado por um alfinete infectado com AIDS, quando eu sentar.

Eu não vou mais a shopping centers
porque alguém pode me drogar com uma amostra de perfume e me roubar.

Eu não recebo mais pacotes da UPS ou FedEx
porque na realidade os entregadores são agentes disfarçados da Al Qaeda.

E eu não atendo mais telefones
porque alguém vai me pedir que disque um número pelo qual eu vou receber uma conta com chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbekistan.

GRAÇAS A VOCÊ
eu não uso outra privada que não a minha porque uma enorme cobra preta pode estar escondida dentro da privada e me matar, instantaneamente, quando picar minha bunda.

E
, GRAÇAS AO SEU ÓTIMO CONSELHO eu não me abaixo mais para pegar uma moeda caída no chão do estacionamento porque provavelmente foi colocada lá por um tarado sexual que estará esperando prá me agarrar por trás quando eu me abaixar...

Eu não dirijo mais meu carro
porque comprando gasolina de algumas empresas, estou apoiando a Al Qaeda e se comprar das outras companhias, estou apoiando os ditadores sul-americanos.

Eu não mexo mais no meu jardim
porque tenho medo de ser picado pela aranha madeira e minha mão vai cair.

Ah... E estou guardando a escova de dentes
no meu quarto, por causa das bactérias do banheiro. E a última é que o filtro solar engorda; não sei como vou me salvar neste verão mas já estou me orientando para sobreviver!

Se você não mandar este e-mail para pelo menos 144.000 pessoas nos próximos 70 minutos, uma pomba grande, com diarreia, vai pousar em sua cabeça às 17:00horas, amanhã, e as moscas de 120 camelos vão infestar suas costas, causando o crescimento de uma enorme corcunda cabeluda. Eu sei que isto vai acontecer porque aconteceu com a cabelereira da melhor amiga do segundo marido da prima da sogra da minha vizinha....Ah, e a propósito...

Um cientista alemão da Argentina descobriu, após um longo estudo, que pessoas com pouca atividade cerebral leem seus emails com a mão sobre o mouse.


Não se preocupe em tirá-la. É tarde demais!
"